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No último encontro foram feitos cerca de 15 potes de sabão.
No último encontro foram feitos cerca de 15 potes de sabão.

Um trabalho que não pode acabar

Fundado há mais de duas décadas, o Clube de Mães Irmãs Dominicanas retoma as atividades. Os encontros são realizados de terça a sexta.

VIRGINÓPOLIS – Como  e quando  surgiu o artesanato? Nem melhor artesã teria a resposta. O delicado pontinho em cruz, o pincel e a linha são capazes de encantar e dar vida as imagens, panos e tecidos, tudo isso com apenas um simples traçado. E para transformar esse “mimo de presente” e formar talentos, o Clube de Mães Irmãs Dominicanas (CMID), fundado em 1991, retomou suas atividades com o apoio das voluntárias que se dispõem a lutar por dias melhores para as mães jovens e maduras de baixa renda da zona urbana e rural. Há muitos anos, o artesanato é apreciado pelas mãos habilidosas das artistas e o incrível é que não sai de moda.

A presidente do Clube de Mães, Maria da Conceição Souza, explica que a entidade, sem fins lucrativos, busca acolher, além de preparar as mães para o mercado de trabalho. “O nome foi dado em homenagem às irmãs dominicanas que fizeram um trabalho de grande ajuda ao município e às famílias virginopolitanas, inclusive as mais carentes. “Por motivo de força maior, estivemos com os  trabalhos interrompidos por alguns anos. Agora estamos de volta reiniciando as atividades com a ajuda de parceiros que mesmo não sendo reconhecidos, fazem a diferença em nossa comunidade”.

Bordados, tecidos, corte, costura, pintura, fabricação de sabão com óleo de cozinha usado… Opções não faltam às mães que estiverem interessadas em participar dos encontros. Além das aulas que são realizadas durante toda a semana, o grupo também promove cursos de artesanato. Maria conta que os encontros são sempre uma forma carinhosa de trocar experiências, além de ser uma terapia para as artesãs que, com a delicadeza de suas mãos, transformam um simples pano em uma arte, seja com nomes, flores, objetos e símbolos. “Basta apenas um tecido,  uma agulha, vários fios, tinta e  linha que a voluntária permite soltar a artista que tem dentro de si e transformar um simples tecido em um “mimo de presente”.

O Clube de Mães conta com cerca de 40 participantes, mas a presidente e colaboradores sonham em expandir esse número. “O Sindicato dos Trabalhadores Rurais nos cedeu de forma gratuita um espaço no segundo andar da própria instituição para realizarmos nossos encontros. Nós sonhamos em construir nossa sede própria, e já possuímos um lote doado localizado na Rua Hélio de Magalhães Barbalho, 121, porém ainda faltam recursos financeiros. Buscamos apoio para que um dia esta construção seja realizada, porque juntos iremos auxiliar mais mães a terem uma profissão e fazer a diferença em nosso município”.

Conceição Lacerda, voluntária do clube, afirma ser até difícil escolher a atividade com que mais se identifica. “Todas são prazerosas, por isso adoro participar de tudo um pouco. Confesso que a reciclagem do óleo de cozinha e sua transformação em sabão ecológico é o que mais me chama a atenção. Aqui a gente não apenas aprende, desabafa e motiva uma a outra, também contribuímos por meio do sabão ecológico na melhoria da qualidade de vida, já que o descarte do óleo no meio ambiente prejudica solos, lençóis freáticos e estações de tratamento de esgoto”.

Quem tiver o interesse em fazer parte do Clube de Mães, pode participar dos encontros que são realizados ao longo da semana na Rua Horácio Nunes Coelho, 35. Na terça-feira de 15h até às 17h é o horário  dedicado à costura. Já a pintura é realizada toda quarta e sexta de 8h às 10h. O tecido (crochê) na quinta de 16h até 17h30.

A Câmara Municipal reconhece a importância do Clube de Mães e buscará mediante ao poder público recursos e maneiras para a realização do tão almejado sonho de construir sua sede própria para ampliar o atendimento ao município.

 

Por Denise Fidelis
Assessoria de Comunicação

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