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A Capela foi o primeiro patrimônio histórico de Virginópolis, destruída em 1981 para a construção do Terminal Rodoviário.

Projeto de resolução incentiva cultura e traz resgate histórico

Valorizar a cultura local, além de buscar relatos de cidadãos da comunidade que agregam e resgatam valores a Virginópolis. Com este fim nasceu “Memória Viva” – um projeto de lei de autoria da vereadora Maria Ângela (PT) que prevê que toda e qualquer pessoa com a devida relevância seja indicada a fazer parte da história e memória quase centenária do município. Entrevistas e sonoras terão a função de resguardar fatos importantes e históricos promovendo assim diferentes temáticas que muitas vezes se perderam com o tempo junto ao seu protagonista.
Poderá participar do “Memória Viva” qualquer cidadão que tenha história em sua memória para relembrar e contar. Para isso, o interessado assinará um termo de permissão de uso de imagem, incluindo voz que serão usados pelo poder legislativo. Caso ele não tenha mais interesse em fazer parte do projeto, poderá mediante requerimento escrito, retirar o material do espaço da Câmara. A mesa diretora composta pelos vereadores se comprometerá em escolher os indicados agindo com imparcialidade na escolha e dando preferência aos mais idosos, os quais tem mais conhecimento. A Câmara Municipal regulamentará a forma de contratação de serviço, caso seja necessário, poderá ser mediante trabalhos de terceiros, respeitando os procedimentos legais.
A vereadora Maria Ângela (PT) explica que a Câmara irá procurar resgatar fatos e relatos através de atas e documentos em seu acervo técnico de legislaturas anteriores. “Como seria importante um acervo nesta Casa Legislativa, calcado em vídeo-tapes (VT), através de entrevistas realizadas ainda em vida com vereadores, prefeitos e lideranças da comunidade, escritores e historiadores e ou diferentes personagens de diferentes épocas que poderiam definir situações e momentos em que viveram e que marcaram a nossa comunidade. Por isso, o espaço nobre dará a oportunidade de reverenciar os benfeitores, quando aqui merecidamente forem velados em seu leito de morte. Poderão ser projetadas imagens com suas falas e seus conceitos que traduzam uma parte da história, de viva voz, mesmo não estando mais entre nós de corpo presente. Será, além de uma homenagem para os familiares, um resgate importante. E a nossa cultura agradece a iniciativa”.
A vereadora reforça que muitos reconhecem a importância de resgatar fatos, relatos e acontecimentos da história de Virginópolis, porém, não se pode perder mais vultos exponenciais que marcaram época como cidadãos e benfeitores que apenas restam lembranças e poucos documentos da história viva. “Estamos perdendo nomes e figuras exponenciais da nossa história e com eles um cabedal de conhecimentos por falta de arquivos que resguardem a oralidade, a memória e a história local e com a participação e contribuição de nossos virginopolitanos este projeto irá mudar essa realidade”, conclui Maria Ângela.
A Capela foi o primeiro patrimônio histórico de Virginópolis, destruída em 1981 para a construção do Terminal Rodoviário.

Créditos da foto: Foto Penacolor

Por Denise Fidelis
Assessoria de Comunicação

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